Sheminí Atzéret / Simḥát Torá

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Sheminí Atzéret, a “Convocação para o Oitavo dia”, vem imediatamente depois dos sete dias de Sukot. Lemos na Torá: “Por sete dias vocês oferecerão sacrifícios queimados para Ad!onai. O oitavo dia será para vocês um dia de convocação sagrada…” (Levítico 23:36)

Em Israel e nas sinagogas reformistas, Sheminí Atzeret ocorre simultaneamente com Simḥát Torá, a Festa da Alegria da Torá.

Sheminí Atzéret era originalmente um tempo de reflexão sobre os dias sagrados de Sukot. Os judeus que deixavam as tendas que haviam ocupado ao longo de sete dias se envolviam em um último dia de orações antes de retornarem à sua rotina diária. Com o tempo, Sheminí Atzéret também se tornou dia de se recitar uma prece especial pedindo por chuvas para o ano que começava – bastante apropriado, tendo em vista o motivo agrícola de Sukot.

Este “oitavo dia” de Sukot pode ser considerado um feriado em si mesmo. Embora compartilhe alguns dos rituais de Sukot, há algumas diferenças. Além da oração que pede por chuvas, não balançamos mais as quatro espécies (luláv, etróg, hadás e aravá) na suká; não recitamos mais a bênção para habitarmos na suká; e na sinagoga é realizada a oração de Yizkor, em memória dos falecidos.

Por fim, a benção “morid hatal” (gratidão pelo orvalho na época de estiagem) é substituída, na Oração da Amidá, pela benção “mashiv harúaḥ umorid haguéshem”, de gratidão pelas  chuvas, e perdura até o 1o dia de Pessaḥ, cerca de seis meses depois.

A primeira referência rabínica a Sheminí Atzéret denomina o feriado de “Iom Tov aḥaron shel haḥag”, o último dia da festa. O Talmud (Bavli, Taanit 20b-31a), no entanto, declara: “O oitavo dia é uma festa por si só”.

 

Simhát Torá

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Em Israel e nas sinagogas reformistas, Sheminí Atzeret ocorre simultaneamente com Simḥát Torá, a Festa da Alegria da Torá.

Simḥát Torá celebra o encerramento e o reinício da leitura anual da Torá. Assim que terminamos a leitura do Deuteronômio (quinto livro da Torá), reiniciamos a leitura do Gênesis (primeiro livro da Torá).

A festa de Simḥát Torá foi instituída no século XI. O feriado implica na comemoração de encerramento de um ciclo anual de leitura da Torá, mas nem sempre foi assim. Antigamente, na Terra de Israel, os judeus seguiam um ciclo com pouco mais de 3 anos para completar a leitura da Torá; por sua vez, o ciclo anual era um costume da comunidade judaica na Babilônia (atual Iraque). Foi só no século VIII que a grande maioria dos judeus adotou o sistema anual.

Hoje em dia há diversos costumes sobre como realizar a leitura anual da Torá. Nas congregações mais tradicionais é realizada, aos sábados de manhã, a leitura completa de cada parashá da semana; na maioria das congregações conservadoras e reformistas, a leitura é dividida em 3 anos do seguinte modo: no primeiro ano é lido o primeiro terço da porção semanal, no segundo ano o segundo terço e no terceiro ano o terceiro terço.

Há também comunidades que leem trechos menores da parashá no Shabat. O que se mantem comum é que, a cada semana, todas as comunidades do mundo estão na mesma porção semanal – com pequenas diferenças entre as congregações tradicionais na Diáspora (fora de Israel), por um lado, e as congregações reformistas e em Israel, por outro.

Simhát Torá enfatiza a centralidade da Torá na vida judaica, como fonte de identidade, ensinamento e inspiração espiritual. Comemoramos com entusiasmo este legado que nos foi entregue por Deus. Trata-se de um dia em que toda a comunidade – homens, mulheres e crianças – se reúne para abraçar e dançar com os rolos da Torá e expressar a imensa alegria de nos envolvermos com seus ensinamentos.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]