Shavuot

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A Festa de Shavuot é comemorada sete semanas depois de Pêssaḥ. A contagem entre ambos os festivais é conhecida como Sefirat HaOmer, que começa na segunda noite de Pêssaḥ.

O Festival da Entrega da Torá era, originalmente, um festival de colheita. Juntamente com Sukot e Pessaḥ, forma os Três Festivais de Peregrinação., durante os quais as pessoas se reuniam no Templo de Jerusalém com suas ofertas agrícolas. Na época do Templo Sagrado em Jerusalém, os israelitas traziam seus primeiros frutos (a primeira colheita de sua cultura) ao Templo para oferecerem a Deus em Shavuot, 49 dias depois do início de Pessaḥ. O nome Shavuot, simboliza a conclusão deste período de sete semanas. Lemos na Torá: “Você proclamará esse dia como uma convocação sagrada.”(Levítico 23:21).

Após a destruição do Templo Sagrado, no ano 70 ec, os sábios do Talmud reformularam o feriado, atribuindo a Shavuot a história bíblica que conta como, depois do Êxodo do Egito, os israelitas chegaram ao Monte Sinai, Moisés subiu para se encontrar com Deus, que lhe entregou as Tábuas da Lei, para que fossem entregues ao Povo de Israel. Com base na descrição da Torá de quando os israelitas chegaram ao Monte Sinai (Êxodo 19:1), os rabinos definiram a data da entrega da Torá como o dia 6 do mês judaico de Sivan. Assim, o feriado antes agrícola ganhou uma nova camada de significado, o que nos permite celebrar a Torá, a educação e a sabedoria que nos é legada, de geração em geração, pela sabedoria judaica.

Shavuot é conhecido por: Ḥag HaShavuot (Festival das Semanas), e Ḥag HaKatzir (Festival da Ceifa de cereais), Ḥag HaBikurim (Festival dos Primeiros Frutos), Zman Matán Toratênu (o Tempo da Entrega da Nossa Torá).

Em Comunidade

Tikun Leil Shavuot: algumas pessoas ficam acordadas a noite inteira ou até muito tarde estudando Torá. Este costume evoluiu de um midrash segundo o qual quando os israelitas estavam no Sinai, dormiram demais e tiveram que ser acordados por Moisés. Assim, para reparar o deslize de nossos antepassados, surgiu a prática de as pessoas permanecerem acordadas para estudar e celebrar a entrega da Torá. Esses eventos são conhecidos como Tikun Leil Shavuot, a Retificação da Noite de Shavuot. Estudamos juntos em comunidade para vivenciarmos a experiência da entrega da Torá aos pés do Monte Sinai.

O Tikun Leil Shavuot foi desenvolvido por místicos cabalistas no século XVI em Tzfat (norte de Israel).

Nos últimos anos esta espécie de “virada espiritual” vem se tornando muito popular para todos os judeus, em Israel e ao redor do mundo. Em Jerusalém e em diversas cidades israelenses, pode-se passar a noite inteira indo de tikun para tikun, realizados em casa, nas sinagogas, centros comunitários e instituições educacionais de todas as denominações judaicas, religiosas e seculares.

Na Sinagoga

Normalmente lê-se a Meguilat Ruth (Livro de Ruth). O tema da conversão de Ruth ao judaísmo é central. Em Ruth 1:16-17, ela diz para sua sogra Noemi: “Não insista comigo para lhe abandonar e deixar de lhe seguir. Porque aonde quer que você for eu irei, onde quer que você dormir, ali dormirei; o seu povo é o meu povo e o seu Deus é o meu Deus. Onde quer que você for morrer, lá morrerei e lá serei sepultada.” (Ruth 1:16-17)

Também são feitas leituras especiais na sinagoga, que incluem piutim, poemas medievais com o tema da união pela aliança entre Deus e o Povo de Israel.

Assim como nas outras Festas de Peregrinação, em Shavuot é recitado o Halel (coletânea de Salmos de Louvor) e o Yizkor, oração comunitária em memória dos falecidos.

Costumes

Flores e folhas: Há o costume de decorar a sinagoga e os lares com folhas e flores frescas, que nos lembra do início da primavera no Hemisfério Norte e do antigo ritual de trazer os primeiros frutos ao Templo. As decorações também nos remetem à lenda de que, quando os israelitas chegaram aos pés do Monte Sinai, viram, extasiados, que o monte estava coberto de flores e vegetação em pleno deserto.

Pratos lácteos: Muitos judeus preparam e consomem alimentos a base de leite – blintzes, cheesecakes e outros – em Shavuot. Alguns entendem que estes doces nos remetem à doçura da Torá; outras entendem que, assim como o leite é o alimento completo para o bebê, a Torá é o alimento completo para a alma judaica; uma terceira referência é feita à passagem bíblica de que da Terra de Israel flui leite e mel (Êxodo 3:8).[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]