Rosh Hashaná


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Rosh Hashaná, o ano novo, marca a contagem do tempo desde o início da Criação, conforme definido pela tradição judaica. Atualmente estamos no ano 5.780. O ano novo judaico ocorre nos dois primeiros dias do mês judaico de Tishrê, por volta de setembro-outubro.

É um momento de alegria e de introspecção, de comemorar a conclusão de mais um ano judaico, mas também de colocarmos nossas vidas na balança, diante de Deus: em Rosh Hashaná começa o julgamento divino que decidirá, segundo a tradição, quem será inscrito no Livro da Vida.

Rosh Hashaná inaugura os Asséret Iemê Teshuvá, Dez Dias de Retorno ou de Arrependimento. Estes também são conhecidos como Iamim Noraim, Dias Temíveis ou Dias Intensos, que culminam no Iom Kipur, o Dia da Expiação, quando finalmente saberemos se fomos confirmados e confirmadas no Livro da Vida.

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o Shofar é o símbolo máximo de Rosh Hashaná. Os toques deste instrumento de sopro tão singular, feito de chifre de carneiro ou de outros animais, despertam a alma judaica para o período de reavaliação dos nossos atos diante da vida.

As origens de Rosh Hashaná, desde o ponto de vista bíblico, remontam à Criação do Universo. Ainda que, conforme a Torá, Rosh Hashaná caia no sétimo mês (o primeiro mês é Nissan, que marca o período do Êxodo do Egito), a tradição rabínica mais tarde decidiu designá-lo como o ano novo por excelência.

A escolha rabínica se torna ainda mais significativa quando percebemos que os sábios judeus da antiguidade optaram por marcar o tempo a partir da Criação do Universo e da Criação da Humanidade, no sexto dia, em vez de marcar o tempo a partir de uma data particularmente judaica.

A tensão entre o universal e o particular, entre o público e o privado, entre a lei para um povo e o livre arbítrio do indivíduo já está representada neste período tão importante na vida de qualquer comunidade judaica.