A Chama da Vida nos Chama


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Quando a vida pede passagem de uma fase para outra, muita gente tende a buscar nas tradições religiosas e espirituais que lhe são familiares as vivências que dêem sentido a estes momentos. Isso acontece independentemente de as cerimônias serem repletas de rituais cujos significados o indivíduo já esqueceu há muito tempo ou nunca tomou conhecimento.

Nos momentos de passagem — o nascimento de uma criança, o Bat-MItzvá e o Bar-MItzvá, o casamento debaixo da Ḥupá, o envelhecimento e a morte de um parente ou de um/a amigo/a querido/a — os rituais funcionam como um chamado. É como se as vozes de todos os judeus das gerações anteriores nos chamassem e nos convidassem para ocuparmos o nosso lugar no campo da cultura, da tradição e da história do povo judeu. De repente, nós nos tornamos mais um elo da corrente espiritual que nos conecta a um povo milenar no tempo e nos espaço, assim como nos une a Deus numa aliança perpétua.

Ao participarmos de uma cerimônia vinculada ao ciclo da vida judaica, temos a oportunidade, como judeus, de entrar em contato com o modo como nossos antepassados marcavam estes momentos. Além disso, quando nos apossamos destas tradições, nos sentimos aptos a somar novos significados e, dependendo do caso, a incorporar novos elementos às antigas tradições. O que era antigo e distante, aparentemente obsoleto, agora pode ser renovado. O novo-velho rito volta a fazer sentido para nós e se torna, mais uma vez, sagrado, tão sagrado como era nos tempos antigos. Mais do que um ciclo, avançamos por uma espiral espiritual que nos e-leva a re-conhecer a tradição e os valores do povo judeu.